O prefeito de Guamaré, Hélio Willamy Miranda da Fonseca, mais uma vez se vê no centro de graves questionamentos jurídicos. Documentos judiciais revelam que o gestor tem descumprido reiteradamente ordens da Justiça Eleitoral, inclusive em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura suposto abuso de poder político e econômico.
Segundo decisão proferida no processo, o prefeito deixou de cumprir, dentro do prazo legal, uma requisição clara e objetiva de entrega de documentos públicos considerados essenciais para o andamento da ação. A Justiça, em seu despacho, enfatizou que a resistência em fornecer as informações não é fato isolado:
“Este Juízo tem registrado o reiterado descumprimento de determinações judiciais por parte da mencionada autoridade pública em outras demandas de natureza eleitoral, a exemplo da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) nº 0600001-05.2025.6.20.0030”, aponta a decisão.
A conduta de Hélio, conforme assinala a Justiça, fere diretamente o princípio da transparência, pilar da administração pública, e compromete a efetividade da Justiça Eleitoral, criando embaraços à apuração da chamada “verdade real”.
Diante da gravidade, o magistrado determinou a remessa integral dos autos ao Ministério Público Eleitoral, que deverá apurar a possível prática de crime de desobediência, tipificado no ordenamento jurídico.
Ainda segundo a decisão, a reiterada negativa do prefeito em atender ordens judiciais pode caracterizar tentativa de ocultar provas ou dificultar a investigação de irregularidades eleitorais.
A situação coloca Hélio Willamy em rota de colisão direta com a Justiça. O episódio reforça uma imagem de gestor resistente à lei, que insiste em adotar práticas de desafronta institucional e de afronta à transparência pública, criando mais um capítulo turbulento em sua já marcada trajetória política.
Agora, caberá ao Ministério Público Eleitoral decidir os próximos passos e avaliar se o comportamento do prefeito se enquadra, de fato, no crime de desobediência, passível de responsabilização pessoal.
NOTA DA REDAÇÃO
Hélio, acostumado a perseguir os mais frágeis, a usar do poder para humilhar e abusar de quem não tem como se defender, agora se depara com um adversário à sua altura: a Justiça. E a diferença é que, desta vez, não se trata de um trabalhador simples ou de um cidadão comum, mas de uma instituição que não se dobra a fofocas nem a perseguições.
A história recente já mostrou o resultado, especialmente quando alguém da sua família ousou enfrentar a lei: o destino foi a cadeia escura, janela quadriculada e o choro contido em soluços. O recado é claro — quem desafia a Justiça, mais cedo ou mais tarde, paga o preço.
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